Aos 67 anos, intensa e provocativa, a cantora segue como referência para a música pop atual. Seus trabalhos – além de clássicos – permanecem modernos e contemporâneos; um paradoxo que só ela poderia nos proporcionar.
Recordes históricos
Como uma autêntica leonina, Madonna nunca deixou de ser (ou de querer ser) o centro das atenções. Sua busca incessante por estar no lugar que lhe pertence – o topo dos rankings – nos traz números e recordes difíceis de serem superados:
Coletânea mais vendida da história – A coletânea The Immaculate Collection (1990) vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo.
Artista mulher mais vendida da história – De acordo com o Guinness Book, Madonna é a mulher que mais vendeu discos na história, sendo superada apenas por Elvis Presley, The Beatles e Michael Jackson.
Artista mais remixada da história – Ainda segundo o Guiness Book, nenhuma outra artista ganhou mais remixes com suas músicas.
A lista é imensa e esses são apenas alguns exemplos.
Ativista pelas causas LGBTQIAPN+
Em 1989 – durante a epidemia de HIV, considerado preconceituosamente por conservadores como o “câncer dos gays” – Madonna lançou o álbum Like a Prayer.
Junto ao disco, foi incluído um panfleto sobre o HIV, que levava não só informações importantes de prevenção e medidas como também afirmava que pessoas com o vírus mereciam compaixão independentemente de sua orientação sexual.
Em shows, clipes e vários outros projetos da cantora, gays, lésbicas, drag queens, transsexuais e diversos outros LGBTQIAPN+ sempre tiveram espaço para brilhar ao seu lado.
Clipes icônicos
A linguagem dos videoclipes foi sendo criada e “traduzida” por Madonna ao longo das décadas. Like a Virgin (1984), Papa Don’t Preach (1986), Justify My Love (1990) e Erotica (1992), além de polêmicos, nos dão uma verdadeira aula sobre narrativa audiovisual.
Combate ao etarismo
Não fosse suficiente tudo o que já construiu, a diva pop segue levantando bandeiras, gerando discussões e fazendo o mundo refletir sobre assuntos importantes.
Madonna critica, por exemplo, a nossa relação com o envelhecimento.
Segundo o Relatório Mundial a respeito do Idadismo, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o etarismo compreende “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionadas às pessoas com base na idade que têm”.
Ao longo dos anos, Madonna vem escutando cada vez mais comentários preconceituosos a respeito do seu amadurecimento. Enquanto homens recebem elogios como “Envelheceu como vinho”, “Só melhora com a idade”, mulheres precisam enfrentar críticas do tipo: “Ridícula”, ” Não aceita a idade”, “Se veste como adolescente”, “Não sabe envelhecer”.
Para essas pessoas, nossa diva tem algo a dizer:
“A coisa mais controversa que já fiz foi continuar por aqui”. (Madonna)