Nostalgia: a simplicidade de uma criança que só queria jogar minigame

Hoje, amanheci um pouco nostálgico. Aliás, nostalgia é um sentimento que vai ficando cada vez mais presente à medida que a gente amadurece (envelhece quem quer).

Fui uma criança que nasceu na década de 1980 e viveu uma infância muito feliz e parcialmente analógica entre as décadas de 1980 e 1990.

Ressalto esse “parcialmente analógica” porque fui da geração que viu o boom tecnológico acontecer; cresci com a tal revolução digital e o desenvolvimento exponencial da internet. Inclusive, ganhei meu primeiro computador em 1997, quando os PCs nem eram tão populares.

Mas antes disso, no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, tenho memórias de quando eu passava horas no meu minigame (presente que levou certo tempo até meus pais aceitarem me dar). O modelo era idêntico a este aqui:

Recordo que, no meu caso, o game era uma simulação de uma partida de basquete.

Lembro também que a maior preocupação dos meus pais era que eu pudesse ficar viciado, como os apostadores de jogos de azar (uma preocupação pertinente para os padrões da época).

Avanço tecnológico

A tecnologia foi avançando e os minigames foram ganhando mais recursos como telas coloridas e mais memória. Exemplo dessa evolução era o minigame Paperboy da marca Tec Toy.

Eu era feliz e sabia!

Mas o auge mesmo foi quando o “namorado rico” da minha tia trouxe um Game Boy com o cartucho do jogo Mario Bros. Eu não via a hora de ele chegar para que eu pudesse passar horas entre saltos, desafios e moedinhas virtuais.

Lembro perfeitamente do dia em que, sem querer, derrubei o Game Boy do “namorado rico da minha tia ” no chão e a tela desconfigurou. Imagine o pânico da criança que não sabia como iria pagar por aquilo!

Graças a Deus (e à inteligência de uma “criança malina”), foi só retirar o cartucho do aparelho e reiniciar o jogo para ficar tudo bem. Ufa!

Desacelera na curva

E por que eu inventei de resgatar essas lembranças?

Por várias razões. A primeira delas para compartilhar e deixar o registro de algumas memórias afetivas que são preciosas para mim.

Em segundo, porque estamos vivendo um período de intensas e constantes modificações tecnológicas. A sensação que dá é que não podemos parar nem descansar!

Só que, assim como num jogo de corrida, a vida também pede que desacelere nas curvas, senão a gente perde o controle e bate o carro de frente. E a curva que vem aí é mais que sinuosa: inteligência artificial para todos os lados, automação intensa de produtos e serviços, internet das coisas…

Para esses momentos, por enquanto, eu só penso em uma coisa: na simplicidade de uma criança que só queria jogar minigame.

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