Em Orion e o Escuro (2024), filme da DreamWorks disponível no catálogo da Netflix, um menino medroso teme o escuro mais do que tudo; mas o próprio Escuro – materializado num corpo gigante e de humor simpático – decide ajudá-lo.
Junto com as outras entidades – Sono, Silêncio, Insônia, Barulhos Inexplicáveis e Bons Sonhos -, Escuro leva Orion em uma aventura pela noite para que ele enfrente seus medos.

Comparação inevitável
Nessa animação, medos comuns no período da nossa infância são resgatados e delicadamente colocados em cena.
Orion, por exemplo, se assusta facilmente com quase tudo: lugares altos, picadas de insetos, valentões da escola… o surgimento de Escuro e sua turma, no entanto, deixa tudo mais leve.
Para quem é fã da Pixar, assim como eu, a comparação da narrativa com os filmes Divertida-Mente (2015) e Elementos (2023) é inevitável.
A ideia de dar vida a “entidades abstratas” não é nova, mas esse detalhe não tira o mérito de Orion e o Escuro, que traz poesia e questionamentos filosóficos sem ser chato.
A beleza dos contrastes
Quem é mais importante, o dia ou a noite?
Em certo momento, Escuro é visto como um inimigo. Afinal, ele seria o culpado por não vermos o brilho das manhãs, a vivacidade das pessoas nas ruas, certo?
Essa dualidade é discutida de forma muito lúdica, mostrando como o universo possui riquezas únicas, que também há vida e cores vibrantes ao anoitecer.

Diferentes estilos
Orion e o Escuro tem um visual bastante chamativo, o que é fundamental para a trama.
A dicotomia entre dia e noite, claro e escuro, é usada com muita habilidade.
Ao longo do filme, há ainda inserções que são fruto da imaginação de Orion, que anota tudo em seu caderninho. Para marcar bem do que se trata, as animações são feitas em outro estilo.
Reviravoltas
A superação do medo é o tema central em Orion e o Escuro, mas há outras camadas na história – cheia de reviravoltas – que tornam o longa uma excelente pedida para toda a família.
A animação apresenta ganchos muito criativos durante o seu desenvolvimento e vai sendo conduzida sob diferentes perspectivas, outros olhares, que vão se complementando, trazendo um final – apesar de clichê – tocante.
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐