Review de “A Noite que Mudou o Pop”: fascinante e irresistível

Está disponível na Netflix “A Noite que Mudou o Pop” (2024) – “The Greatest Night in Pop”, na versão original -, documentário que mostra os bastidores da gravação do hit musical “We Are The World”.

Em uma noite de janeiro de 1985, após a premiação “American Music Awards”, grandes estrelas se reuniram para gravar esse que foi um dos maiores sucessos da história da música.

E quando falamos em “grandes estrelas”, estamos nos referindo a nomes como Michael Jackson, Diana Ross, Tina Turner, Lionel Richie, Cyndi Lauper, Dionne Warwick e mais uma “pancada” de nomes de peso.

Só pela lista de participantes, já dá para ter dimensão do que significou esse momento….

Por essa mesma razão, também é possível imaginar o desafio que foi reunir tantos nomes importantes da indústria musical no mesmo dia, no mesmo lugar, sem chamar a atenção da imprensa, e sem causar conflitos de ego.

O documentário é totalmente guiado sob essa perspectiva.

Desafios da época

Se reunir tanta celebridade não é tarefa fácil, a tecnologia da época – sem internet, celulares, e-mail, WhatsApp etc – também não ajudava.

No documentário, o diretor Bao Nguyen registra bem as dificuldades técnicas de gravação, que fizeram parte desde a composição da letra à gravação do vídeo, nos momentos em conjunto, nos trechos solo, além da fome, do cansaço e até de badulaques interferindo na qualidade do som.

Para que o projeto desse certo, a colaboração de cada um foi fundamental. A condução desse bonde foi realizada pelo respeitado produtor musical Quincy Jones, que em 1985 já tinha trabalhado com nomes como Ray Charles, Sarah Vaughan, Dina Washington, Frank Sinatra, entre outros.

O respeito de todos à figura de Quincy Jones foi determinante para o sucesso da empreitada, que tinha como objetivo arrecadar fundos para o combate à fome e as doenças no continente africano.

Madonna injustiçada

Muitos fãs podem se perguntar: por que Madonna não participou da gravação? Antes de assistir ao documentário, eu tinha essa mesma dúvida.

A justificativa dada, segundo os produtores, foi a de que Cyndi Lauper – na época, uma grande “rival” de Madonna – seria o nome mais indicado para o projeto.

Em “A Noite que Mudou o Pop” (2024), a sensação que fica é a de que Madonna teria sido injustiçada. Tanto que, para quem não esteve na gravação, ela aparece de forma significativa.

Essa é uma leitura minha que sou fã de Madonna. Sugiro você assistir e deixar aqui nos comentários as suas impressões a esse respeito. 🤗

Ausência sentida

Outro que senti falta no documentário foi Tommy Mottola, empresário e nome forte na indústria fonográfica americana até hoje.

Para quem não conhece, Mottola era bastante próximo de Diana Ross nos anos 1980; foi casado com Mariah Carey nos anos 1990; e foi responsável pelo sucesso de estrelas como Jennifer Lopez e Shakira, nos anos 2000.

Tommy Mottola, inclusive, expressou sua alegria em ter participado do projeto.

“Abençoado e privilegiado por estar lá. Fazer parte disso foi certamente o ponto alto e a melhor noite de toda a minha carreira musical! (Algo) que nunca se repetirá. Se você adora música e curte assistir os bastidores dos maiores artistas de uma geração, você deve assistir a este especial da Netflix!”, disse.

Diversão garantida

Como bem registrou Tommy Mottola, “A Noite que Mudou o Pop” (2024) é um prato cheio para quem curte música e seus bastidores. 

É divertido ver Bob Dylan deslocado no meio de tanta gente; assim como também é tocante a sensibilidade de estrelas como Diana Ross, que tem um gesto de muita humildade durante as gravações.

Se você ainda não conferiu, já pode colocar na listinha do fim de semana, sem medo de ser feliz!

Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

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