Crítica: 4ª e última temporada de Sex Education

Sex Education, série original da Netflix, chega à sua quarta e última temporada.

Para quem ainda não assistiu, no último ano da trama, os estudantes do Colégio Mordale se mudam para uma nova instituição, o Colégio Cavendish, onde a cultura estudantil é bastante diferente.

É interessante observar que nessa temporada, talvez por ser a última, os roteiristas decidiram levar o tema da diversidade a outro patamar.

Abuso sexual, positividade tóxica, acessibilidade, inclusão, (in)tolerância religiosa, transição de gênero, entre outros assuntos bastante sensíveis – e importantes -, estão todos lá. A impressão que fica é que os produtores tiveram urgência em abordar o máximo possível de temas em um curto espaço de tempo.

Apesar da pouca profundidade nas discussões propostas, a série tem o mérito de nos fazer pensar sobre temas-tabu; especialmente por naturalizar o convívio com o diferente de uma forma bastante clara, sem rodeios.

Os roteiristas também acertaram ao conseguir dar um desfecho coerente a cada um de seus personagens, mesmo que o final não seja tão feliz.

A quarta temporada de Sex Education leva um tempinho até “engrenar”. Ao todo, são apenas 8 episódios; mas até a metade, é preciso ter um pouco de paciência para entender a importância e conseguir se envolver com o arco narrativo dos novos personagens.

Nada que impeça você de se divertir e se emocionar com a série. Vale a pena conferir!

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