Semanas atrás, um grande amigo meu – da época da faculdade – completou 40 anos de idade. Fizemos uma chamada de vídeo para surpreendê-lo e relembrarmos os nossos mais de 20 anos de amizade.
Entre risos e atualizações de nossas vidas, conversamos sobre envelhecimento. Estamos naquela fase onde já não somos mais tão jovens para determinados programas, mas também não somos aqueles velhinhos aposentados que vemos nas séries e filmes. Nem tão lá nem tão cá.
Se pensarmos bem, a gente meio que está vivendo uma nova adolescência. Lembra quando não éramos nem crianças nem adultos? Vivíamos aquela área cinzenta, cheia de dúvidas e anseios… Admito que acho esse atual momento bem parecido.
Quando somos mais jovens, a pressão da mídia e da sociedade nos faz crer que, depois dos 30, o ideal é termos tudo resolvido: carreira, finanças, amores e família.
Acontece que a vida não é uma linha reta, com ponto de largada e de chegada. Há vários obstáculos no meio do percurso e muitos desvios sinuosos. No meio dessa jornada, um descompasso entre mente e corpo.
No grupo, um consenso: nossas mentes e espíritos têm, no momento, uns 10 anos a menos.
Somos de uma geração que cresceu com a internet e a disseminação do conhecimento. Problemas antigos passaram a ser mais fáceis de resolver, bastando seguir hábitos de higiene, mantendo a alimentação recomendada pelos nutricionistas e praticando exercícios físicos.
Se alguém me perguntar: valeu a pena ter feito natação na infância e ter crescido praticando todo tipo de esporte? A resposta não poderia ser outra: sim, valeu. Recomendo para todo mundo. Se não começou ainda, comece já!
Diante de tantas experiências, mas também ciente de que ainda há uma jornada significativa pela frente, me resta perguntar: o que é ser jovem? Estaria a resposta apenas em nossas almas?
Por Glêdson Araújo