Entre as várias definições de diálogo, uma delas descreve: “Discussão ou negociação entre duas ou mais partes, geralmente com vista a um acordo”. Atenção a este último trecho: “com vista a um acordo”.
Quantos de nós achou estar num diálogo, mas acabou percebendo que estava diante de um monólogo? Quantas vezes nos vimos numa discussão acalorada – num pretenso diálogo – para, ao final, percebermos que o outro não está nem um pouco interessado em nos ouvir, mas apenas disposto a despejar suas angústias, frustrações, medos ou inquietações em cima de nós, numa tentativa – talvez inconsciente – de nos fazer mudar de opinião.
Se o outro lado não concorda com o objeto da discussão (e você aí, inocente, querendo diálogo), há duas saídas bem comuns: mostrar o próprio ponto de vista e tentar convencer a outra parte de que os seus argumentos fazem sentido ou seguir a filosofia “melhor ter paz a ter razão”.
Qual caminho você costuma escolher?
Identificar as nuances envolvidas nesse tipo de situação requer atenção, amadurecimento e prática constante.
Nem tudo é pessoal
Recentemente, assisti a um TED Talk muito interessante. Nele, o palestrante Frederik Imbo relata por que decidiu ser juiz de futebol nas horas vagas e como isso o ajudou a não levar as situações para o lado pessoal, ganhando qualidade de vida e melhorando suas relações.
Com muito bom humor e bastante didática, Imbo nos ensina a viver o cotidiano como um jogo de cara e coroa. Para o juiz de futebol belga, nós temos duas opções:
- Encarar de forma impessoal e buscar entender a intenção da outra pessoa;
- Encarar de forma pessoal e ter empatia consigo mesmo.
Esse exercício de empatia parece simples, mas Imbo nos mostra como a prática é desafiadora, já que o ego pode nos sabotar. No entanto, se mantivermos sempre essas duas perspectivas em mente, o caminho pode vir a ser menos doloroso.
Que tal tentar?
O vídeo abaixo possui legendas automáticas; basta ir nas configurações e selecionar em português.